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Ayurveda na CID-11: o que realmente significa essa entrada

Ayurveda na CID-11: o que realmente significa essa entrada
Você sabia que o Ayurveda entrou na CID-11? Sim, mas é importante entender o que isso realmente significa. Por isso, este texto explica o que mudou, por que a novidade importa e por que ela não equivale a um aval da OMS à eficácia do Ayurveda.
O que é a CID-11?
A CID é a Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A 11ª revisão, a CID-11, oferece uma linguagem padronizada para registrar condições de saúde em todo o mundo. Assim, profissionais e sistemas de saúde produzem dados que podem comparar. Para saber mais, visite o navegador oficial da CID-11.
Ayurveda na CID-11: o que mudou
A CID-11 passou a contar com um módulo voltado aos sistemas de Medicina Tradicional, o Módulo 2 (TM2), no Capítulo 26. Ele inclui o Ayurveda, o Siddha e o Unani. Antes, o módulo de medicina tradicional da CID-11 tratava exclusivamente da medicina de origem chinesa. Além disso, o novo módulo permite registrar de forma padronizada as condições e os diagnósticos que esses sistemas usam.
A OMS e o Ministério do Ayush, da Índia, lançaram o módulo em janeiro de 2024, em Nova Délhi, para testes de implementação nos países. Depois de um ano de testes, a OMS liberou oficialmente o módulo em fevereiro de 2025. Segundo o Ministério do Ayush, ele reúne 529 categorias de condições e padrões da medicina tradicional.
Por que isso é importante?
Quando existe uma linguagem padronizada, torna-se possível produzir dados sobre atendimentos, diagnósticos, custos, segurança, resultados e utilização dos serviços. Por isso, a padronização amplia as possibilidades de pesquisa e de comparação entre diferentes países.
Isso significa que a OMS validou o Ayurveda?
Não exatamente. A inclusão na CID é uma ferramenta de classificação e registro. Portanto, ela não significa, por si só, que a OMS reconheça como eficaz toda prática, diagnóstico ou tratamento do Ayurveda.
Então qual é o avanço?
O Ayurveda passa a ter espaço dentro de uma linguagem internacional que os sistemas de saúde usam. Além disso, os pesquisadores podem estudar, comparar e acompanhar melhor aquilo que o sistema registra. Assim, para a Medicina Tradicional, a mudança representa um avanço importante na produção de dados e de conhecimento.
O que muda para quem estuda e pratica Ayurveda?
Para estudantes e terapeutas, o módulo oferece um vocabulário comum para registrar, pesquisar e conversar com outras áreas da saúde. No entanto, ele não altera, por si só, as regras de cada país sobre quem pode exercer o Ayurveda. Portanto, vale acompanhar as normas locais e manter o diálogo com a equipe de saúde.
O que você pensa sobre esse avanço?
A integração do Ayurveda na CID-11 abre portas para uma saúde mais integrativa e baseada em dados. Como você enxerga o futuro do Ayurveda na saúde pública? Conte a sua opinião nos comentários do nosso Instagram.
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Este texto tem caráter informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.